Tô sentindo falta. Falta de ouvir uma música romântica, daquelas bem melosinhas, e lembrar de alguém. De sentir aquele aperto no coração de estar longe, não poder abraçar a todo instante. Acho que deve ser fase, talvez seja só a carência, mas eu ando precisando tanto de algo concreto, de alguém ao meu lado. De onde foi que isso surgiu? Logo eu, que sempre tive receio da entrega, de confiar demais? Acho que em um momento ou outro, todos acabam precisando de alguém concreto, alguém que mande mensagens o dia todo perguntando sobre o seu dia e contando as novidades, dizendo que está com saudades.
Saudades. Saudades é ao mesmo tempo o que eu sinto e o que queria sentir. A sinto por algum tempo atrás, de algumas pessoas, de alguns momentos. Aquela típica nostalgia derivada do crescimento, nada muito alarmante. Queria poder sentir também de um amor que eu deixei de ver por algumas horas, mas que já tá fazendo falta, que deixou minha blusa com cheiro de perfume e uma marquinha suspeita no meu pescoço. Queria amar, amar tanto a mim mesma pra estar apaixonada por outra pessoa. No fundo, isso é o que todos queremos, esse tal de amor.
Just a Little Bit
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Sabe algo que me fascina? Todas as "eus" dentro de mim. São tantas, tão diferentes e tão em crise que me assusta saber que elas se mantém ali, enjauladas, caladas umas pelas outras. Queria deixar algumas assim, caladas, o tempo todo. Outras eu gostaria de libertar, de dar voz, de encorporar. Elas se puxam, se empurram, se soterram, todas lutando por alguns poucos segundos de manifestação. Viram, vocês todos? Não é bipolaridade, não é TPM. Parem de querer tratar ou curar isso com remédios, com terapias. Isso é simples, não passa extrapersonalidade.
Hoje acordei com uma vontade estranha. Uma vontade de sair, de respirar, de sentir. Uma vontade de fugir da rotina, fazer uma trilha, trilhar um caminho diferente. Acordei inspirada pelo simples ato de acordar. Quase poético, não acha? Queria ler, escrever, desenhar, abraçar, voar e sentir, ah como eu queria sentir. E senti, tanto que me cansei, precisei parar. Sentei em um banco qualquer, de um lugar imaginário que só eu sei onde fica. Lá eu encontrei alguém, que também diz respeito apenas à minha imaginação, e esse alguém me disse "Vai, volta correndo por onde veio, vai antes que tu fiques, antes que te prendas. Te apressa, menina. Vai acordar". Sabe o que aconteceu? Eu acordei. Dessa vez de verdade, na minha cama, com as minhas cobertas no chão. Um pouco assustada, ainda ouvindo a voz daquele alguém que me mandou embora, que me expulsou de mim mesma. E sabe o que eu fiz? Eu levantei, saí de casa, sorri pra uma garotinha numa sacada, vi um bando de aves migrando pra algum lugar que deveria o sul, não deveria? Ah, e senti. Porque não é preciso estar sonhando pra sentir, pra isso basta querer viver.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Intermitência. Que palavra engraçada, não é? Pra vocês que não sabem que bicho é esse, é um substantivo feminino que significa uma interrupção momentânea. - Uau, Anne, que instrutivo, o que eu tenho a ver com isso? Bom, minha cara criaturinha, eu resolvi utilizar essa palavra tão bonita que eu li no título de um livro de Saramago como a melhor definição para, julguem-me pelo clichê, a vida. Ok, parece poético e trágico demais, mas o que é a nossa existência material senão uma mínima interrupção entre desconhecidos? Afinal, ninguém sabe ao certo de onde viemos ou pra onde vamos, se é que existe outro lugar que não seja aqui. Por isso eu digo e repito quantas vezes for necessário: aproveite. Sorria para desconhecidos na rua, viva despreocupada, não se leve a sério demais. Claro que você não precisa parar de tomar banho e de comer pra isso, eu disse despreocupada e não monge-grevista-protestante-anti-sabão, hein? Se solte, não deixe as pequenas frustrações se tornarem grandes empecilhos. Abrace alguém. Acredite, são nos pequenos detalhes que moram os mais sinceros sorrisos.
Tenho saudades. Saudades do teu abraço, do teu toque. Saudades da certeza de ti, de te ver, te sentir, te beijar. Eu errei, você errou, a gente se perdeu. Dois caminhos que se cruzaram e tropeçaram um no outro, mas que apenas seguiram em frente. Será que você sabe? Será que percebe que eu olhei pra trás? Acho que estava tão absorto em seguir viagem, rumando a algo além de mim que nem se deu ao trabalho. Mas tudo bem, eu te segui depois disso. Eu te vi atravessar aquela ponte, te vi ir em frente. Eu? Eu caí. Caí e até agora caio, sem saber exatamente pra onde vou e sem uma certeza concreta de quem sou, ou ao menos quem deveria ser. Em algum lugar por essa mesma estrada, um nós se encontra perdido, vagando sem rumo por aí. Talvez alguém o encontre, tropece nele e siga viagem. Talvez dois desconhecidos, apenas meros viajantes sem a mínima noção de sua história, afinal, quem estaria lá para contá-la? (eu)
Oi. É, talvez eu devesse começar isso de uma forma um pouco mais, sei lá, impactante, mas o que é mais natural que um bom e velho "oi"? Aliás, que mania que essa gente toda tem que mudar o que é simples, antigo. Oi é e sempre vai ser oi, ora. Ih, já comecei o falatório e nem me apresentei, né? Bom, sou mais uma aí que acha que a vida é coisa de louco. É, só isso. Não tenho nenhuma mania excêntrica ou curiosidade interessantíssima pra falar aqui, apenas gosto de escrever mesmo que seja pra mim mesma.
Bom, esse blog na verdade é meu terceiro, acho. -Nossa, o que aconteceu com os outros dois, Anne? Bom, meus caros leitores imaginários, eles tiveram algo entre 0 e três postagens e foram esquecidos no vazio profundo da internet. É, podem me chamar de monstro. Ah, antes que vocês perguntem, Anne é pseudônimo mesmo. Sonho meu me chamar Anne Claire, né? Haha.
É, bem, acho que é isso, não sou exatamente muito boa em apresentações ou introduções, então se você está lendo isso espero realmente que goste do que vai ler por aqui, e se não gostar, bom, cada um cada um, cada lugar um lugar. Au revoir!
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