quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Hoje acordei com uma vontade estranha. Uma vontade de sair, de respirar, de sentir. Uma vontade de fugir da rotina, fazer uma trilha, trilhar um caminho diferente. Acordei inspirada pelo simples ato de acordar. Quase poético, não acha? Queria ler, escrever, desenhar, abraçar, voar e sentir, ah como eu queria sentir. E senti, tanto que me cansei, precisei parar. Sentei em um banco qualquer, de um lugar imaginário que só eu sei onde fica. Lá eu encontrei alguém, que também diz respeito apenas à minha imaginação, e esse alguém me disse "Vai, volta correndo por onde veio, vai antes que tu fiques, antes que te prendas. Te apressa, menina. Vai acordar". Sabe o que aconteceu? Eu acordei. Dessa vez de verdade, na minha cama, com as minhas cobertas no chão. Um pouco assustada, ainda ouvindo a voz daquele alguém que me mandou embora, que me expulsou de mim mesma. E sabe o que eu fiz? Eu levantei, saí de casa, sorri pra uma garotinha numa sacada, vi um bando de aves migrando pra algum lugar que deveria o sul, não deveria? Ah, e senti. Porque não é preciso estar sonhando pra sentir, pra isso basta querer viver.
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